Feira em Curitiba mostra exossomos, IA e corneoterapia como apostas da estética para os próximos anos

Vincent Armont
Por Vincent Armont 40 Views
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Estética in Sul reúne indústria e profissionais para apresentar tecnologias voltadas à regeneração da pele

A estética brasileira vive uma mudança de foco. Se antes os tratamentos se concentravam na correção de sinais visíveis do envelhecimento, a nova geração de tecnologias aposta na regeneração celular, na preservação da barreira cutânea e na personalização de protocolos com apoio de inteligência artificial. Esse movimento ficou evidente na 5ª edição da Estética in Sul, realizada entre os dias 15 e 17 de agosto no Viasoft Experience, em Curitiba, um dos principais encontros profissionais do setor na Região Sul do país.

Diagnóstico facial com inteligência artificial

Um dos destaques da feira foi o avanço dos sistemas de diagnóstico de pele baseados em inteligência artificial. A empresa DNA Med apresentou o Vision 12D, equipamento capaz de avaliar 17 parâmetros da pele, entre eles hidratação, oleosidade, rugas, vascularização, sensibilidade e manchas, usando oito lâmpadas espectrais combinadas a algoritmos de análise. A promessa é permitir diagnósticos mais precisos e, a partir deles, tratamentos personalizados para cada paciente.

Essa tendência não é exclusividade de um único fabricante. Ferramentas de mapeamento digital da pele já vêm sendo usadas em clínicas para identificar danos causados pelo sol, textura irregular e condições específicas que muitas vezes não são visíveis a olho nu, permitindo um acompanhamento mais objetivo da evolução de cada tratamento ao longo do tempo.

Exossomos e corneoterapia ganham espaço

Entre as apostas mais comentadas do evento estão os exossomos, partículas usadas em protocolos de bioestimulação profunda, e a corneoterapia, abordagem que parte do princípio de que a pele saudável depende da preservação de sua barreira natural. A empresa Ellementti, uma das responsáveis por difundir esse conceito no Brasil, apresentou lançamentos formulados para atuar sobre processos inflamatórios ligados ao envelhecimento, priorizando tratamentos menos agressivos e voltados à longevidade da pele.

A Ibramed, por sua vez, levou cinco lançamentos à feira, incluindo o iLift, descrito como o primeiro ultrassom terapêutico facial nacional de 10 MHz, e o Visage, equipamento de ultrassom microfocado (HIFU) indicado para flacidez e harmonização facial. Já a Fismatek apresentou um protocolo que combina nano ozônio facial, exossomos e ativos regenerativos, voltado à limpeza de pele profunda sem comprometer a barreira cutânea.

O que essas inovações representam para o consumidor

Na prática, essas tecnologias indicam um movimento do setor para além da correção estética pontual. Os novos protocolos priorizam mecanismos naturais de regeneração e recuperação da função da pele, o que tende a se traduzir em tratamentos com menor tempo de recuperação e resultados percebidos como mais naturais.

Para quem acompanha o mercado de perto, feiras como a Estética in Sul funcionam como termômetro do que deve chegar às clínicas nos meses seguintes. Lançamentos apresentados em primeira mão costumam levar alguns meses até se popularizarem no atendimento ao público, período em que profissionais recebem treinamento e os equipamentos passam por ajustes de protocolo.

O evento também reforça a posição de Curitiba como polo de atualização profissional na área, reunindo biomédicos, dermatologistas, farmacêuticos, fisioterapeutas e esteticistas em uma programação que combina lançamentos comerciais com conteúdo científico e demonstrações práticas.

Independentemente da tecnologia escolhida, especialistas do setor reforçam que a segurança do paciente continua dependendo da qualificação do profissional responsável e da procedência dos produtos utilizados, fatores que devem ser avaliados antes de qualquer decisão de tratamento.

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