Cirurgia plástica cresce 7% e procedimentos de lifting ganham espaço: o que muda para quem busca rejuvenescimento e contorno corporal

Vincent Armont
Por Vincent Armont 21 Views
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Novo levantamento da American Society of Plastic Surgeons mostra avanço das cirurgias estéticas e reforça a busca por resultados de restauração corporal e facial.

A cirurgia plástica estética entrou em uma nova fase de crescimento, marcada menos pela busca por mudanças radicais e mais pelo interesse em restaurar contornos, tratar excesso de pele e obter resultados proporcionais. Um novo levantamento divulgado em 1º de setembro pela American Society of Plastic Surgeons (ASPS) aponta que o volume de procedimentos cirúrgicos estéticos realizados em 2025 aumentou 7% em relação ao ano anterior. Entre as cirurgias mais procuradas aparecem lipoaspiração, aumento das mamas e abdominoplastia, enquanto os procedimentos de lifting estiveram entre os principais responsáveis pelo avanço observado. (American Society of Plastic Surgeons)

O dado chama atenção porque ajuda a explicar uma mudança importante no comportamento de pacientes interessados em estética: a procura por procedimentos que removem excesso de pele, reposicionam tecidos e melhoram o contorno corporal ou facial. Isso também amplia as dúvidas sobre indicação, recuperação, cicatrizes, resultados e segurança. Para quem considera uma cirurgia plástica, entender essa tendência é mais útil do que simplesmente acompanhar números de mercado, já que cada procedimento possui objetivos, limitações e riscos diferentes.

Por que os procedimentos de lifting estão ganhando espaço na cirurgia estética?

O crescimento dos procedimentos de lifting está relacionado à capacidade dessas cirurgias de tratar alterações que não são necessariamente solucionadas por tratamentos minimamente invasivos. Com o envelhecimento, grandes oscilações de peso e outras mudanças corporais, pode ocorrer perda de elasticidade e formação de excesso de pele. Nesses casos, tecnologias como radiofrequência, ultrassom microfocado e alguns bioestimuladores podem contribuir para a qualidade da pele em situações selecionadas, mas não substituem uma cirurgia quando existe grande excesso cutâneo.

O levantamento mais recente da ASPS indica justamente uma valorização de procedimentos associados à restauração e ao contorno. Segundo a entidade, o volume geral de cirurgias cosméticas aumentou 7% em 2025, enquanto lipoaspiração, aumento das mamas e abdominoplastia permaneceram entre os procedimentos de maior demanda. (American Society of Plastic Surgeons) Esse cenário é relevante porque mostra que a decisão por uma intervenção estética pode estar cada vez mais ligada à correção de alterações estruturais, e não somente à busca por uma aparência diferente.

No rosto, o conceito de lifting também passa por mudanças. Em vez de considerar a cirurgia isoladamente, médicos podem avaliar a relação entre pele, tecidos profundos, volume facial e qualidade cutânea. Isso ajuda a explicar por que procedimentos cirúrgicos e tratamentos dermatológicos podem aparecer em estratégias complementares de rejuvenescimento, sempre de acordo com a avaliação individual. A tendência, portanto, não significa que todo paciente precise de cirurgia, mas que o planejamento estético tende a considerar diferentes camadas e necessidades.

Quem pode se beneficiar de uma cirurgia de contorno corporal ou lifting?

A indicação de uma cirurgia plástica depende principalmente da avaliação clínica e das características anatômicas de cada paciente. No contorno corporal, por exemplo, a lipoaspiração pode remover depósitos localizados de gordura, enquanto a abdominoplastia pode tratar excesso de pele e alterações da parede abdominal. Quando existe flacidez significativa, somente reduzir gordura pode não produzir o resultado esperado, e a avaliação de um cirurgião plástico torna-se essencial para definir a estratégia adequada.

O mesmo raciocínio vale para procedimentos de lifting. A cirurgia pode ser considerada quando há alterações de flacidez ou posicionamento dos tecidos que não respondem adequadamente a tratamentos menos invasivos. Isso não significa que procedimentos como toxina botulínica, preenchimentos, lasers, bioestimuladores ou tecnologias de estímulo de colágeno perderam espaço. Pelo contrário: eles continuam tendo aplicações específicas, mas possuem objetivos diferentes e não devem ser apresentados como equivalentes a uma cirurgia.

Também é importante considerar que uma cirurgia estética não é indicada apenas pela vontade de modificar determinada característica. Condições de saúde, histórico médico, expectativas, estabilidade de peso e capacidade de cumprir o período de recuperação fazem parte da decisão. A escolha do procedimento, portanto, deve ocorrer depois de uma avaliação individualizada, e não com base exclusivamente em fotografias de antes e depois ou em tendências divulgadas nas redes sociais.

Quais cuidados são importantes antes e depois de um procedimento estético?

A segurança começa antes da cirurgia ou de qualquer procedimento estético. A Anvisa orienta que o paciente verifique se o estabelecimento está autorizado, se os produtos utilizados são aprovados e se o profissional está devidamente qualificado para o serviço oferecido. A agência também recomenda que o paciente receba informações claras sobre o produto utilizado, possíveis reações, riscos e cuidados necessários depois da aplicação. (Serviços e Informações do Brasil)

No caso das cirurgias plásticas, a preparação pode envolver avaliação clínica, exames, análise de medicamentos em uso e planejamento do período de recuperação. O pós-operatório também não deve ser tratado como uma etapa secundária: repouso adequado, acompanhamento médico e cumprimento das orientações específicas são fundamentais para reduzir complicações e favorecer a recuperação. O tempo necessário varia conforme o procedimento, a extensão da cirurgia e as características individuais do paciente.

A expansão dos procedimentos de lifting também deve ser observada em conjunto com uma tendência mais ampla de personalização. O crescimento das cirurgias não significa que intervenções mais invasivas sejam necessariamente melhores, mas reforça a importância de escolher o tratamento de acordo com o problema que se deseja corrigir. Em determinados casos, cuidados dermatológicos e tecnologias estéticas podem ser suficientes; em outros, a presença de excesso de pele ou alterações estruturais pode levar à discussão sobre cirurgia.

Essa diferenciação será cada vez mais importante à medida que novas tecnologias de rejuvenescimento e contorno corporal chegarem ao mercado. A própria Anvisa vem atualizando discussões regulatórias relacionadas aos serviços de estética e reforça a necessidade de utilização de produtos e equipamentos regularizados. Em julho de 2026, a agência informou que discutia aspectos regulatórios das atividades dos profissionais da estética, incluindo a utilização de produtos e equipamentos regularizados e a classificação das atividades realizadas nesses estabelecimentos. (Serviços e Informações do Brasil)

Para os próximos anos, o cenário aponta para uma convivência cada vez maior entre cirurgia plástica, dermatologia estética e tecnologias minimamente invasivas. A tendência não deve ser simplesmente escolher entre cirurgia ou procedimentos sem cirurgia, mas identificar qual abordagem atende melhor à necessidade apresentada, considerando segurança, indicação e expectativas realistas. O avanço de técnicas de recuperação, tecnologias para qualidade da pele e estratégias personalizadas de contorno também deve ampliar as possibilidades de tratamento. Para o paciente, entretanto, a principal mudança continua sendo a necessidade de tomar decisões baseadas em avaliação profissional e evidências, e não apenas na popularidade de um procedimento.

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