Redução do uso de opioides na cirurgia de mama: Avanços no manejo da dor pós-operatória, Milton Seigi Hayashi

Muntt Jocen
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Milton Seigi Hayashi analisa a redução do uso de opioides na cirurgia de mama.

A dor no pós-operatório ainda é uma das principais preocupações de pacientes que passam por cirurgias mamárias, tanto estéticas quanto reconstrutivas, explica Milton Seigi Hayashi, médico-cirurgião plástico. Neste sentido, compreender como a dor é tratada e quais recursos modernos estão disponíveis é parte fundamental para que a paciente se sinta mais segura antes do procedimento. Por isso, falar sobre estratégias atuais de controle da dor é também falar sobre qualidade de recuperação e segurança. 

Ao longo dos últimos anos, a medicina tem avançado significativamente no controle da dor cirúrgica, especialmente com o desenvolvimento de protocolos de analgesia multimodal, que combinam diferentes métodos para reduzir a necessidade de opioides, medicamentos associados a efeitos colaterais relevantes, como náuseas, constipação, sonolência e risco de dependência. Venha saber mais de como funciona esse controle da dor no artigo a seguir!

Por que o controle da dor é tão importante no pós-operatório?

A dor não tratada adequadamente impacta diretamente a recuperação. Além do desconforto físico, ela pode limitar a mobilidade, atrasar a retomada das atividades diárias e aumentar a ansiedade da paciente. Em cirurgias mamárias, esse cuidado é ainda mais relevante, pois envolve musculatura torácica e regiões sensíveis ao movimento. Quando a dor é bem controlada desde as primeiras horas após a cirurgia, a paciente tende a se movimentar mais cedo, respirar melhor e apresentar menor risco de complicações.

Manejo da dor pós-operatória e redução de opioides explicados por Milton Seigi Hayashi.
Manejo da dor pós-operatória e redução de opioides explicados por Milton Seigi Hayashi.

Milton Seigi Hayashi apresenta ainda a analgesia multimodal, uma abordagem que utiliza diferentes classes de medicamentos e técnicas para controlar a dor por múltiplos mecanismos, reduzindo a dependência de um único tipo de fármaco, especialmente os opioides. Em vez de concentrar o alívio da dor apenas em analgésicos potentes, combinam-se anti-inflamatórios, anestésicos locais e, em alguns casos, bloqueios regionais. Essa estratégia permite um controle mais estável da dor ao longo do dia, com menos picos de desconforto e menor necessidade de medicação de resgate..

Bloqueios regionais e novas técnicas anestésicas

Entre as inovações mais discutidas na literatura recente estão os bloqueios regionais da parede torácica, como os bloqueios do plano peitoral, conhecidos como PECS I e PECS II. Essas técnicas utilizam anestésicos locais aplicados em planos específicos de tecido para reduzir a transmissão da dor nas regiões operadas. Estudos apontam que pacientes submetidos a bloqueios regionais associados à anestesia geral apresentam menor consumo de opioides no pós-operatório e relatam níveis mais baixos de dor nas primeiras 24 horas após a cirurgia. 

@miltonseigihayash

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Tal como expressa Milton Seigi Hayashi, esses resultados reforçam a importância de integrar anestesia e cirurgia em um planejamento conjunto, voltado não apenas ao ato operatório, mas a toda a experiência do paciente. É importante destacar que a indicação dessas técnicas depende de avaliação individual, do tipo de cirurgia realizada e das condições clínicas da paciente. Por essa razão, a decisão deve sempre ser tomada em conjunto pela equipe médica, considerando riscos, benefícios e expectativas.

Redução do uso de opioides e segurança do paciente

A diminuição do uso de opioides no pós-operatório é hoje uma meta importante em diversos protocolos cirúrgicos. Embora sejam eficazes no alívio da dor, esses medicamentos estão associados a efeitos colaterais que podem dificultar a recuperação, além do risco de uso prolongado em casos específicos. Ao reduzir a dependência desses fármacos, é possível oferecer uma recuperação mais ativa, com menor incidência de náuseas, tonturas e constipação, fatores que prolongam muitas vezes o desconforto após a cirurgia. 

Mesmo com todos os avanços técnicos, o preparo emocional e informativo do paciente continua sendo essencial. Entender como será o controle da dor, quais medicamentos serão utilizados e o que é esperado nas primeiras horas e dias após a cirurgia reduz a ansiedade e melhora a adesão às orientações médicas. Hayashi destaca que essa conversa faz parte do cuidado integral. Quando a paciente sabe o que esperar, ela se sente mais segura para relatar sintomas, seguir corretamente a prescrição e respeitar os limites do pós-operatório. 

Recuperação faz parte do resultado cirúrgico

Os avanços no controle da dor em cirurgias mamárias mostram que a medicina caminha para uma abordagem cada vez mais centrada na experiência do paciente, e não apenas no sucesso técnico do procedimento. Tal como o médico-cirurgião plástico, Milton Seigi Hayashi, resume, investir em protocolos modernos de controle da dor é investir diretamente na segurança, na satisfação e na qualidade de vida das pacientes no período pós-operatório. Afinal, uma cirurgia bem-sucedida não se mede apenas pelo resultado estético, mas também por uma recuperação tranquila, previsível e bem assistida.

Autor: Muntt Jocen

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