Milton Seigi Hayashi, médico cirurgião plástico explica que o uso de expansor mamário permanente é uma das opções disponíveis na reconstrução mamária, especialmente em contextos oncológicos, quando há necessidade de restabelecer o volume da mama após mastectomia. A escolha desta técnica envolve análise criteriosa do caso, das condições clínicas da paciente e das expectativas em relação ao resultado.
Por esse artigo, serão apresentados o que é o expansor permanente, em quais situações ele pode ser indicado, como ocorre o acompanhamento após a colocação, quais cuidados devem ser observados e quais fatores influenciam a decisão cirúrgica. O objetivo é oferecer informação técnica, clara e acolhedora, permitindo que a paciente compreenda cada etapa do processo e participe ativamente das decisões relacionadas à sua reconstrução mamária.
O que é um expansor mamário permanente e em quais casos ele é utilizado?
O expansor mamário permanente é um dispositivo implantável que combina características de expansor e prótese definitiva. Ele permite ajustes graduais de volume por meio de preenchimento controlado, oferecendo flexibilidade no processo de reconstrução mamária. Essa característica pode ser especialmente útil em reconstruções imediatas, realizadas no mesmo tempo da mastectomia.

Em determinados casos, o expansor permanente reduz a necessidade de múltiplas cirurgias, pois pode permanecer como implante definitivo após atingir o volume desejado. A indicação depende de fatores como qualidade da pele, necessidade de radioterapia e condições clínicas gerais da paciente.
Tal como ressalta Hayashi, a escolha do expansor permanente deve ser individualizada. Cada caso exige avaliação detalhada para garantir segurança, previsibilidade e alinhamento entre expectativa e resultado cirúrgico.
Como funciona o processo de expansão e acompanhamento pós-cirúrgico?
Após a colocação do expansor, o volume pode ser ajustado gradualmente por meio de preenchimentos realizados em consultório. Esse processo permite que a pele e os tecidos se adaptem de forma progressiva, favorecendo melhor acomodação do implante e resultado mais harmônico, informa Milton Seigi Hayashi.
O acompanhamento médico é essencial durante essa fase. Avaliações periódicas permitem monitorar cicatrização, posicionamento do dispositivo e eventuais intercorrências. O ritmo de expansão é definido de acordo com a resposta individual da paciente. O sucesso da reconstrução não depende apenas da cirurgia inicial, mas também do acompanhamento cuidadoso.
Quais riscos e cuidados devem ser considerados no planejamento?
Como todo procedimento cirúrgico, o uso de expansor permanente envolve riscos que precisam ser discutidos de forma transparente. Entre eles estão infecção, alterações de cicatrização e possíveis complicações relacionadas ao implante. A avaliação pré-operatória ajuda a identificar fatores de risco e planejar estratégias preventivas.
Pacientes que necessitam de radioterapia, por exemplo, exigem análise ainda mais cuidadosa, pois o tratamento pode influenciar a qualidade dos tecidos e o resultado final. Conforme frisa Hayashi, o planejamento deve considerar todas essas variáveis antes da decisão cirúrgica.
O diálogo claro sobre riscos e benefícios é parte fundamental do processo. Quando o paciente compreende as possibilidades e limitações da técnica, a decisão se torna mais segura e consciente.
Como é tomada a decisão entre expansor permanente e outras técnicas?
A escolha entre expansor permanente e outras técnicas reconstrutivas depende de múltiplos fatores, incluindo estágio da doença, condições clínicas, preferências da paciente e planejamento oncológico. Cada opção apresenta vantagens e limitações que devem ser cuidadosamente avaliadas.
Em alguns casos, a reconstrução com expansor temporário seguido de troca por prótese pode ser mais indicada. Em outros, técnicas com retalhos autólogos podem oferecer melhor resultado. A decisão é sempre personalizada. Para o médico cirurgião plástico Milton Seigi Hayashi, a avaliação conjunta entre equipe médica e paciente é essencial. O objetivo é escolher a técnica que oferece equilíbrio entre segurança, previsibilidade e satisfação estética.
O que a paciente precisa saber para se sentir segura durante o processo?
Portanto, a informação clara é um dos pilares para que a paciente se sinta segura ao longo da reconstrução. Compreender etapas, tempo de recuperação, possíveis desconfortos e resultados esperados reduz a ansiedade e fortalece a confiança no tratamento.
O acompanhamento regular e o suporte médico ajudam a identificar qualquer alteração precocemente, garantindo intervenção adequada quando necessário. A adesão às orientações pós-operatórias também influencia diretamente no resultado final.
Milton Seigi Hayashi reforça que reconstrução mamária envolve não apenas técnica cirúrgica, mas acolhimento e orientação contínua. Com planejamento adequado e acompanhamento responsável, o processo pode ser conduzido com segurança, respeito e previsibilidade.
Autor: Diego Rodríguez Velázquez

